Metodologia apresentada por Milca Nery, Coordenadora de Projetos da H2R, propõe transformar dados sobre empregabilidade jovem em indicadores capazes de orientar decisões e mensurar impacto social.
A H2R Insights & Trends participou do 5º Workshop Ideias — Avaliação do Tripé para Empregabilidade Jovem, promovido pelo Instituto Lar Sírio, levando ao encontro uma discussão fundamental para organizações que atuam com desenvolvimento e inclusão produtiva: como transformar dados em evidências concretas de impacto social?
Representando a H2R, Milca Nery, Coordenadora de Projetos, apresentou a proposta de desenvolvimento do Índice de Mobilidade Social (IMS), concebido como um instrumento para consolidar diferentes dimensões relacionadas à preparação dos jovens para o mercado de trabalho em uma leitura estruturada e comparável.

Um novo olhar para a empregabilidade jovem
A proposta parte da compreensão de que avaliar a empregabilidade de um jovem exige olhar além de sua formação técnica.
A metodologia apresentada trabalha diferentes competências relacionadas à sua preparação profissional, considerando capacidade técnica, maturidade comportamental e competência cognitiva, além de um bloco de aderência tecnológica, que funciona como moderador para indicar sua relação e familiaridade com as demandas do mercado.
Na dimensão técnica, são considerados aspectos como desempenho escolar, frequência, cursos profissionalizantes e currículo. Já a maturidade comportamental contempla elementos como trabalho em equipe, resiliência, proatividade e comunicação.
A competência cognitiva observa aptidões relacionadas a foco, organização, resolução de problemas e desenvolvimento de competências. A aderência, por sua vez, ajuda a compreender a direção profissional do jovem e sua familiaridade com recursos tecnológicos.
Do esforço operacional ao impacto real
Um dos principais pontos apresentados durante o workshop foi a importância de diferenciar esforço operacional de impacto real.
Indicadores como quantidade de aulas ministradas, jovens atendidos ou atividades realizadas são importantes para acompanhar uma operação. No entanto, mensurar impacto exige avançar e compreender o que efetivamente mudou na trajetória do jovem.
Isso significa observar seu desenvolvimento, autonomia, ingresso no mercado formal e, em uma perspectiva de longo prazo, sua capacidade de transformar a própria realidade.
É justamente nesse contexto que o Índice de Mobilidade Social ganha relevância: ao criar um balizador capaz de consolidar diferentes dimensões em uma leitura estruturada, torna-se possível identificar não apenas quem está preparado para o mercado, mas também quais gaps ainda impedem determinados jovens de conquistar sua primeira oportunidade.
Dados que ajudam a direcionar oportunidades
A matriz de diagnóstico apresentada pela H2R permite organizar os jovens em diferentes cenários de acordo com suas competências e aderência tecnológica.
A partir dessa leitura, torna-se possível diferenciar quem está pronto para o mercado, quem tem potencial, mas precisa desenvolver alguma competência, quem necessita de maior qualificação digital e quem ainda demanda um processo mais amplo de capacitação.
Mais do que classificar, essa análise oferece subsídios para direcionar ações de desenvolvimento de maneira mais precisa.
Os dados passam, assim, a apoiar decisões sobre capacitação, encaminhamento para oportunidades e desenvolvimento de competências, permitindo que as iniciativas estejam mais conectadas às necessidades reais de cada jovem.
Inteligência social para transformar trajetórias
A participação da H2R no 5º Workshop Ideias do Instituto Lar Sírio reforça uma premissa que está no centro desse trabalho: dados ganham valor quando ajudam a gerar decisões e transformação.
Ao estruturar informações sobre técnica, comportamento, cognição e aderência às demandas profissionais, o Índice de Mobilidade Social busca oferecer uma visão mais ampla da empregabilidade jovem e contribuir para uma transição sustentável ao mercado de trabalho.